Última atualização: 11/03/2026 às 14:21:00
A Justiça Federal na Paraíba (JFPB) promoveu, na tarde da última terça-feira (10), uma roda de conversa sobre saúde mental da mulher e alimentação, dentro da programação do mês da mulher. O evento ocorreu no Espaço SER da instituição e reuniu servidores(as), aposentados(as) e colaboradores(as) em um momento de escuta, troca de experiências e reflexão sobre a rotina feminina.
A abertura destacou a participação do público e o valor de iniciativas voltadas ao bem-estar no ambiente institucional. A supervisora da Seção de Saúde e Qualidade de Vida, Alessandra Regina, agradeceu a presença da juíza federal Wanessa Figueiredo, da Comissão de Representatividade Feminina da JFPB, e do diretor de Núcleo de Gestão de Pessoas, Ricardo Cavalcanti, que acompanharam a atividade.
Durante o encontro, a psicóloga Marília Miranda conduziu a conversa sobre sobrecarga, autocobrança e exaustão emocional vividas por muitas mulheres. Segundo ela, o acúmulo de responsabilidades no trabalho, na vida familiar e no cuidado com outras pessoas pode gerar ansiedade e adoecimento. “Nós viemos de gerações historicamente educadas para cuidar e atender às demandas que estão ao nosso redor”, afirmou.
A especialista também destacou que muitas mulheres se cobram além do próprio limite e acabam transformando o autocuidado em mais uma exigência. Para ela, o cuidado real começa pelo reconhecimento das próprias necessidades e limites. O debate também trouxe relatos do público sobre a divisão desigual das tarefas domésticas e sobre a chamada carga mental ligada à organização da rotina familiar.
Na sequência, a nutricionista Paula Oliveira explicou que alimentação e saúde emocional estão interligadas. Ela destacou que o equilíbrio intestinal influencia o bem-estar. “Noventa por cento da nossa serotonina está no intestino”, afirmou. A especialista defendeu hábitos alimentares equilibrados e mudanças constantes na rotina. “Hoje as pessoas não querem emagrecer, querem ser emagrecidas. Mas o cuidado com a saúde exige processo e constância”, concluiu.