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  • CNJ divulga dados de pesquisa sobre a percepção do Poder Judiciário
    Última atualização: 08/07/2026 às 13:59:00


    Resultados mostram que paraibanos aprovam modernização digital e avaliam atuação da Justiça melhor que a média nacional

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou o relatório da 2ª Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro. O diagnóstico, elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), reúne as opiniões de cidadãos que utilizaram os serviços judiciais nos últimos cinco anos, além de advogados, defensores públicos e promotores de justiça sobre o funcionamento e o atendimento das instituições de Justiça em todo o país. 

    O levantamento integra as ações de monitoramento da Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026, instituída pela Resolução CNJ nº 325/2020. No último ano de vigência desse planejamento estratégico, o diagnóstico avalia a qualidade dos serviços sob a ótica dos usuários e operadores, vinculando-se diretamente aos indicadores do macrodesafio "Fortalecimento da Relação Institucional do Judiciário com a Sociedade" para orientar aprimoramentos na gestão institucional e no acesso à justiça.

     

    Avaliação do cidadão: tecnologia e acessibilidade 

    Os dados revelam uma ampla receptividade do público em relação à modernização e à digitalização dos serviços judiciais, com destaque para o desempenho superior registrado na Paraíba em comparação à média nacional. 

    No cenário nacional, 78,2% dos cidadãos manifestaram concordância com o andamento processual totalmente eletrônico. Já no estado da Paraíba, o índice de concordância com a tramitação 100% digital alcança 83,8%, superando a média do país. 

    Em âmbito nacional, 77% dos entrevistados concordam que a comunicação de atos processuais também deve ocorrer por via eletrônica, ao passo que na Paraíba o apoio a essa modalidade digital sobe para 85%. As audiências virtuais contam com a concordância de 68,6% dos usuários em nível nacional, número que chega a 72,6% no recorte paraibano. 

    Embora as ferramentas digitais ganhem espaço, o suporte presencial ainda é uma realidade para parte dos usuários. No levantamento nacional, 50,7% dos respondentes informaram ter utilizado as estruturas físicas de fóruns ou tribunais, índice muito semelhante ao da Paraíba, onde 51,3% utilizaram o atendimento presencial. 

    A infraestrutura predial também foi objeto de análise. Em termos nacionais, 72% das opiniões foram favoráveis sobre a facilidade de localização e de acesso aos prédios, e 70,5% de satisfação com as instalações físicas gerais. No estado da Paraíba, a satisfação com a localização física dos prédios atinge 63,8% e a satisfação com as instalações físicas gerais é de 60,4%.

     

    Percepção dos operadores do Direito e avaliação geral 

    No que tange aos profissionais que atuam no sistema de justiça, os dados de caráter nacional apontam que o programa Juízo 100% Digital do CNJ desponta como o serviço mais conhecido e de melhor avaliação entre a advocacia, obtendo uma taxa de aprovação de 80%. 

    Na avaliação geral da prestação de serviços judiciais, o índice de satisfação varia entre as categorias. Os membros do Ministério Público e das defensorias públicas registraram posicionamentos predominantemente positivos em âmbito nacional. 

    Nesse aspecto, o estado da Paraíba apresenta um resultado significativamente mais favorável: 52,5% dos cidadãos paraibanos avaliam a atuação do Judiciário de forma positiva, superando em mais de 12 pontos percentuais a média nacional de satisfação. 

    De acordo com o CNJ, as respostas foram colhidas por meio de questionários com preenchimento voluntário entre outubro e novembro de 2025. O estudo mapeou as percepções sobre temas como atendimento, acesso à informação, duração dos processos, acessibilidade física, canais de comunicação e uso de sistemas eletrônicos. Diante desse formato amostral, os resultados servem como diagnóstico referencial de planejamento interno, oferecendo importantes subsídios para avaliar o cumprimento dos objetivos estratégicos e apoiar o aprimoramento da prestação jurisdicional à sociedade. 

     


    Por: Seção de Comunicação Social da JFPB - imprensa@jfpb.jus.br





     

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